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Professor Fund/Méd na Escola Álvaro Gaudêncio de Queiroz, Campina Grande - PB; e Fundamental em Santa Cruz do Capibaribe-PE.
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sábado, 29 de setembro de 2012

Agronegócio Brasileiro: Uma Oportunidade de Investimentos



Agronegócio Brasileiro



Moderno, eficiente e competitivo, o agronegócio brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável. Com um clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhões ainda não foram explorados. Esses fatores fazem do país um lugar de vocação natural para a agropecuária e todos os negócios relacionados à suas cadeias produtivas. O agronegócio é hoje a principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada três reais gerados no país.
          O agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros. Estima-se que o PIB do setor chegue a US$ 180,2 bilhões em 2004, contra US$ 165,5 bilhões alcançados no ano passado. Entre 1998 e 2003, a taxa de crescimento do PIB agropecuário foi de 4,67% ao ano. No ano passado, as vendas externas de produtos agropecuários renderam ao Brasil US$ 36 bilhões, com superávit de US$ 25,8 bilhões.
          Nos últimos anos, poucos países tiveram um crescimento tão expressivo no comércio internacional do agronegócio quanto o Brasil. Os números comprovam: em 1993, as exportações do setor eram de US$ 15,94 bilhões, com um superávit de US$ 11,7 bilhões. Em dez anos, o país dobrou o faturamento com as vendas externas de produtos agropecuários e teve um crescimento superior a 100% no saldo comercial. Esses resultados levaram a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) a prever que o país será o maior produtor mundial de alimentos na próxima década. 
          O Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários. É o primeiro produtor e exportador de café, açúcar, álcool e sucos de frutas. Além disso, lidera o ranking das vendas externas de soja, carne bovina, carne de frango, tabaco, couro e calçados de couro. As projeções indicam que o país também será, em pouco tempo, o principal pólo mundial de produção de algodão e biocombustíveis, feitos a partir de cana-de-açúcar e óleos vegetais. Milho, arroz, frutas frescas, cacau, castanhas, nozes, além de suínos e pescados, são destaques no agronegócio brasileiro, que emprega atualmente 17,7 milhões de trabalhadores somente no campo.

MODERNIZAÇÃO

          O bom desempenho das exportações do setor e a oferta crescente de empregos na cadeia produtiva não podem ser atribuídos apenas à vocação agropecuária brasileira. O desenvolvimento científico-tecnológico e a modernização da atividade rural, obtidos por intermédio de pesquisas e da expansão da indústria de máquinas e implementos, contribuíram igualmente para transformar o país numa das mais respeitáveis plataformas mundiais do agronegócio. A adoção de programas de sanidade animal e vegetal, garantindo a produção de alimentos saudáveis, também ajudou o país a alcançar essa condição.
          É evidente, entretanto, que o clima privilegiado, o solo fértil, a disponibilidade de água e a inigualável biodiversidade, além da mão-de-obra qualificada, dão ao Brasil uma condição singular para o desenvolvimento da agropecuária e de todas as demais atividades relacionadas ao agronegócio. O país é um dos poucos do mundo onde é possível plantar e criar animais em áreas temperadas e tropicais. Favorecida pela natureza, a agricultura brasileira pode obter até duas safras anuais de grãos, enquanto a pecuária se estende dos campos do Sul ao Pantanal de Mato Grosso - a maior planície inundável do planeta.
          Para fortalecer essas vantagens competitivas, tornando o agronegócio um investimento ainda mais atrativo, o governo tem modernizado a Política Agrícola. A espinha dorsal desse processo é o seguro rural. Indispensável à garantia de renda do produtor, ele também é essencial à geração de empregos no campo, ao avanço tecnológico e à efetiva incorporação do setor ao mercado de capitais.

Fiquem Atentos !!!

Prof. Flávio Guedes

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

INDÚSTRIA E SEUS PENSADORES NO BRASIL





Conteúdo importante, que merece destaque e atenção por parte de todos, por ter trazido reflexos diretos para a nossa economia atual. Abaixo segue um breve resumo de alguns fotos importantes que não podem ser esquecidos. Leia com atenção !

A Ditadura iniciou-se em 1964, intensificou com o tempo e foi marcada pela crueldade de suas torturas, adotando a política do Pão e Circo, que preservava a alimentação e a diversão da população, principalmente. 

Os grandes projetos elaborados nesse período contribuíram para o aumento da nossa dívida externa, através do chamado "milagre brasileiro", que durou entre 1968 à 1973. Nesse processo de intensa industrialização aumentou-se o parque industrial brasileiro.

Em 1973 ocorreu a 1º crise do petróleo por problemas diplomáticos entre os EUA e os países exportadores deste produto. Com a elevação do preço do barril de petróleo, os juros cobrados em cima de nossas dívidas aumentaram, fazendo o Brasil pegar dinheiro emprestado com outros países favorecidos com a alta do petróleo, são os chamados petrodólares. Isso aumentou significamente nossa dívida externa, e desestabilizou um país que parecia estar numa corrente financeira, política e econômica ascendente.

Em 1979 aconteceu a 2º crise do petróleo, e de novo se elevou os juros nas grandes potências, mas o Brasil não tinha mais a quem recorrer para pedir dinheiro emprestado para pagar os juros, nos levando a entrar na década de 80 em crise, daí vem o nome "década perdida". As medidas tomadas pelo governo foi emitir moeda, que elevou ao absurdo nossa inflação; trabalhar em cima da balança comercial pelo superávit, levando ao equilíbrio da balança de pagamentos; e até declarar moratória.

Nos anos 90 o fim do socialismo torna o mundo neoliberal, e com isto aumenta a participação do capital e de produtos externos na economia, e, consequentemente, a saída do estado desta, daí a explicação pelo grande número de empresas privatizadas no Brasil hoje em dia.

                  Anos 80
               Anos 90
Guerra Fria (1947-90)
Nova ordem Mundial
EUA x URSS
Bipolaridade
Globalização
Multipolaridade
Economia -
1º Plano - Poder Bélico
2º Plano - Poder Econômico
Economia -
1º Plano - Poder Econômico
2º Plano - Poder Bélico

Poder Econômico - Caracterizado pelo neoliberalismo, vê-se o poder nos blocos econômicos e a intensificação da globalização

Alumas frases interessantes ditas pelos nossos economistas no decorrer de nosso crescimento econômico:

Gouveia de Bulhões (ministro da fazenda de Castelo Branco) : “desenvolver uma industria com reserva de mercado é como treinar um time jogando contra si mesmo”.

 Dilson Funaro ( ministro no governo Sarney, já com abertura no mercado) : ”fica revogada a lei da procura, e confirmada a lei da oferta”.

Frase da ex-ministra do governo Collor, Zélia Cardoso de Mello: ”Fixar meta de inflação é fácil, difícil é cumpri-la.”

Frase do economista Edmar Bacha, um dos pais do Real: ”Em matéria de preços, não sobe o que não existe.”

Finalmente o pensamento que foi externado pelo economista Luciano Coutinho, hoje presidente do BNDES: “Conversa não é negociação, desde que seja conversa fiada.”

E Viva nossos economistasss !!!!

Prof. Flávio Guedes

MUDANÇAS ECONÔMICAS AO LONGO DE SÉCULO XX - XXI




Desde o final da Segunda Guerra, a necessidade de reconstrução econômica levou os países europeus a desenvolver novos eixos de exportações e importações, além de aprimorar os já existentes. A própria guerra havia demonstrado a intensidade da interdependência mundial, e essa mesma consciência foi a responsável pela criação da ONU. O comércio internacional é a principal fonte de divisas para um país, e o objetivo é manter a balança comercial favorável, ou seja, exportar mais do que se importa.

O mesmo se aplica à chamada balança de pagamentos, um indicador mais abrangente que a balança comercial, pois, além das trocas comerciais, envolve a troca internacional de serviços, como empréstimos e pagamento de royalties, que são os direitos sobre o uso de marcas. 

Com a acelerada internacionalização da economia nas últimas décadas, no entanto, as barreiras alfandegárias na maior parte das vezes representam um obstáculo ao desenvolvimento do capitalismo. As grandes empresas, principalmente as transnacionais, necessitam de espaços cada vez maiores, pelos quais possam fazer circular livremente bens, serviços e capitais.
As recentes mudanças do comércio internacional sob os moldes da globalização têm alguns aspectos que merecem destaque:

-  Um deles é o fato de que os países subdesenvolvidos, tradicionalmente exportadores de matérias-primas, têm investido mais nos manufaturados.
-  Outro aspecto é a formação de alianças entre alguns países para facilitar o trânsito de mercadorias.

Um terceiro fato é o aumento do volume de trocas resultante da queda de barreiras políticas. Também merece análise a constatação de que nem todas as regiões do mundo se beneficiam igualmente do novo comércio internacional.

No atual contexto de grandes transformações - aumento do volume de transações comerciais, aceleração tecnológica e importância do investimento em pesquisa, desenvolvimento e educação -, o contraste entre as economias subdesenvolvidas exportadoras preferencialmente de matérias-primas e aquelas que exportam grande quantidade de manufaturados se torna ainda mais visível.

A divisão internacional do trabalho tende a se modificar nos próximos anos, sob a influência de fatores como:

1 - abertura ao mercado internacional, com a eliminação de barreiras protecionistas; distribuição internacional do trabalho especializado;
2 - capacidade de investimento em infraestrutura; e avanço das inovações tecnológicas, com a queda dos custos de comunicações.

NUNCA ESQUECER:

Nada é mais desgastante na política e na economia do que a inflação, mais até do que o desemprego, pois atinge a todos, especialmente os de renda média e baixa. É por essa razão que os governos a elegem como prioridade absoluta na formulação e implementação da política econômica.


Prof. Flávio Guedes

sexta-feira, 20 de julho de 2012

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS



A internet tem sido apontada como o grande vetor tecnológico sem a qual não existia a globalização nas bases atuais.
A estridente e rápida evolução das tecnologias da informação (computadores pessoais e corporativos, telefonia e televisão) têm sido fundamentais para agilizar o comércio e as transaçõesfinanceiras entre os países.
Antes de 1950, uma ligação telefônica intercontinental era uma tarefa quase impossível. Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica e o advento da telefonia celular por rádio ou satélite, falamos com diferentes continentes simultaneamente.
Os custos desses serviços também despencaram: uma ligação telefônica internacional custava, nos anos 1960, em termos monetários corrigidos, o valor de US$ 27,00 o minuto. O valor atual pode chegar, em alguns casos, a menos de US$ 0,50.
A chamada comunidade virtual expande-se geometricamente: segundo dados dos maiores provedores mundiais, mais de 2 bilhões de pessoas com acessos eventuais a rede. Ainda na área de comunicações, presenciamos o fortalecimento das grandes redes de comunicações como a CNN, FOX, ABC, CBS, Globo e MTV com transmissões simultâneas, em sinal aberto ou por tecnologia a cabo via satélite gerando, muitas vezes, uma completa homogeneização das informações em “tempo real”.

Do ponto de vista científico o mundo adentro nos últimos anos no desconhecido conhecimento da estrutura do genona humano.



Prof. Flávio Guedes
(guedestrezeano@hotmail.com)

domingo, 15 de julho de 2012

E a Rio + 20 ?



Após 20 anos, quando aconteceu a Rio-92, que pretendeu lançar as bases e apontar caminhos para uma mudança efetiva nas relações do ser humano com a natureza, mais uma vez encontraram-se no Rio de Janeiro representantes de 193 nações para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

A pergunta que fica é:

E o balanço destas duas semanas de debates, apresentações, tentativas de consenso em torno da questão sustentabilidade?

A resposta é que novamente, se repetiu a inércia das negociações, e o que prevaleceu foi a inconsistência das propostas apresentadas no encontro.

Vale a pena resaltar as principais barreiras que separaram a Rio+20 de seu propósito fundamental:

• A ausência de definições claras sobre responsabilidades específicas, repasses financeiros e discriminação de prazos para a adoção de medidas promotoras de desenvolvimento sustentável pelas autoridades competentes em cada país;
•  Os negociadores dos países desenvolvidos e em desenvolvimento entraram várias vezes em rota de colisão, especialmente quando a discussão envolvia a liberação de recursos: o fundo de 30 bilhões de dólares para a preservação ambiental em países em desenvolvimento não foi aprovado. Continua o impasse: quem paga a conta para a implementação de estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável nesses países?
• O PNUMA (Programa das Nações Unidas para meio ambiente) não virou agência como se esperava  e, em consequência, o programa continua com poderes restritos e  sem estrutura para levar adiante a efetivação de medidas práticas para preservação ambiental.
Certamente estes temas farão parte, novamente, da agenda da próxima conferência.

O que podemos ressaltar de positivo:

1 -  os 10 dias de discussão em torno da questão ambiental ratificaram a força da mobilização da sociedade civil quanto ao assunto,
2 - o conceito de desenvolvimento sustentável foi ampliado, deixando de abarcar apenas questões relacionadas ao meio ambiente.
3 – a sociedade passou a cobrar, de forma mais incisiva, avanços sociais, ressaltando a urgência do esforço conjunto para  a melhoria da qualidade de vida e a erradicação da pobreza, colocando o ser humano no centro das preocupações.

Talvez, seja este o maior legado deixado pela conferência do Rio, em 2012.
Apesar das críticas aos resultados efetivos da Rio+20, a relevância do encontro, provavelmente, fará do tema assunto recorrente nos vestibulares deste ano.

Prof. Flávio Guedes

Temáticas: Meio Ambiente



As temáticas relacionadas ao meio ambiente já são amplamente exploradas pelas principais provas do país, incluindo o Enem. Este ano, especialmente, essa tendência pode se manifestar com maior intensidade.
Assim, se você pretende se preparar de forma eficiente para responder questões as questões relacionadas ao tema, fique atento aos conteúdos:

1- Ecossistemas
É provável a ocorrência de questões que exijam conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas: ciclagem da matéria, fluxo de energia, estruturação das cadeias e teias alimentares. Dê uma atenção especial aos ciclos biogeoquímicos (ciclo do carbono e o do nitrogênio, especialmente) e às interações ecológicas entre os seres vivos (competição, parasitismo, mutualismo, etc.).

2. Energia
Este é um tema muito forte nos vestibulares, assim como foi na Rio+20.  É fundamental que você domine conceitos como “energia limpa” e “economia verde”, por exemplo.
Conhecimento acerca dos combustíveis fósseis e de biocombustíveis (etanol, biodiesel) são essenciais. Reveja com atenção os tópicos relacionados à poluição ambiental e desequilíbrios causados pela ação antrópica (humana) sobre os ecossistemas.
Além disso, é importante você demonstrar compreensão dos processos bioquímicos fundamentais à manutenção da vida no planeta: (fotossíntese, fermentação e respiração celular).

3. Biomas
Este assunto é gerador de muitas questões interdisciplinares com a Geografia. Procure, além de conhecer as características fitogeográficas e a biodiversidade de cada um dos principais biomas brasileiros (ênfase em mata atlântica, caatinga e cerrado), compreender os fatores de risco que ameaçam a manutenção destes ecossistemas (extrativismo predatório, queimadas, desmatamento, etc.). É importante que você apresente, também, conhecimento em relação às medidas de preservação dos ecossistemas, incluindo em suas respostas o viés da questão social como fator inerente à ação de preservação ambiental.

4. Inclusão social/ combate à pobreza/ responsabilidade sócio-ambiental
Esta é uma abordagem bastante possível, pois abrange a competência do “ser cidadão”, trabalhada especialmente pelo ENEM.
Você sabe que a Rio+20 não  tratou apenas de questões técnicas diretamente relacionadas ao meio ambiente: o conceito de sustentabilidade foi definitivamente vinculado ao econômico e ao social.
Assim, o combate à fome, a desigualdade da distribuição de recursos e de oportunidades podem gerar questões importantes nas provas. Prepare-se para responder questões testando o seu nível de educação ambiental na vida cotidiana: reciclagem, reaproveitamento de materiais, economia de energia, consumismo- causas e consequências, enfim, qual opção é social e ecologicamente mais responsável dentro de situações de natureza prática.

Fiquem Ligados !!!!

Prof. Flávio Guedes

quarta-feira, 6 de junho de 2012


AS PRINCIPAIS CRISES DO CAPITALISMO NO
SÉCULO XX E XXI – até 2009
PARTE 1


O crash de 1929

Wall Street vivia uma euforia especulativa, com a ilusão de crescimento da economia, sem sustentação em bases reais. Após dias de fortes perdas, em 29 de outubro, a chamada ―terça-feira negra‖, a bolsa de Nova York fechou em queda de 12%. Além das tragédias pessoais, vieram uma crise bancária e uma onda de falências, acompanhadas de queda da produção e desemprego em massa. Arrastado pelos EUA, o mundo entrou na Grande Depressão. No Brasil, os cafeicultores perderam suas fontes de financiamento, levando a uma crise econômica com queda nas exportações. A situação mundial só começaria a se recuperar após Franklin Roosevelt assumir a presidência dos EUA em 1933, instituindo a política do New Deal.

A Segunda Guerra Mundial
Economias abaladas pela guerra, sobretudo na Europa, a experiência da Grande Depressão e a consciência dos efeitos devastadores de uma crise levaram ao Acordo de Bretton Woods, que daria origem ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial. O objetivo do encontro entre 44 nações era estabelecer regras de convivência na economia na mundial. Foi criado um padrão cambial atrelado ao dólar, que, por sua vez, teria lastro em ouro. Ao FMI, caberia sua manutenção.

O choque do petróleo de 73
Até então abundante e barato, o petróleo começou a ser alvo de especulação. Em outubro de 1973, com a Guerra do Yom Kippur, entre Israel e países árabes, o cartel da Opep cortou parte de sua 9
produção e interrompeu o fornecimento aos EUA. Com oferta menor, os preços do barril pularam de US$3 para cerca de US$12 em menos de três meses

A moratória dos anos 80 na América Latina
Em agosto de 1982, o México suspendeu o pagamento de sua dívida externa, para a surpresa da comunidade financeira internacional. Os juros superavam US$20 bilhões, para um principal de US$86 bilhões. Essa moratória foi a primeira de uma série de países da América Latina ao longo de década de 80, entre os quais o Brasil..

Aguardem, a parte 2 virá !!!!

Prof. Flávio Guedes
(guedestrezeano@hotmail.com)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sistemas de Cotas: SIM, eu apoio !



Pra começo de conversa, e o que tem que ficar absolutamente claro é que no sistema de cotas não se discute “raças” , mas , sim, se discute a reparação de um passado histórico(esse sim bem negro) onde a grande maioria da população pobre (que tem cor: negra) foi desprovida de oportunidades !!!!

Consistindo na reserva de vagas para negros e índios em instituições de ensino superior em todo o país,  o Superior Tribunal Federal (STF) validou por unanimidade as cotas raciais de modo a garantir-lhes o acesso à faculdade.
JUSTÍSSIMO! Desde que puseram os pés em territórios que viriam a pertencer ao que hoje chamamos de Brasil, os brancos exploraram  dois povos: NEGROS e ÍNDIOS, que eram vistos como inferiores. Sabemos que muita coisa mudou, no entanto, as feridas permanecem . Ainda há diferenças sociais marcantes.

O ingresso ao  ensino superior proporcionoa significativa diferença na vida de uma pessoa (emprego, posição social, oportunidades, etc). Ficando assim, uma evidênica clara de que as reais mudanças de um povo ou grupo social passam pela EDUCAÇÃO.

Deixando nossos “racismos e preconceitos” de lado, não devemos/podemos negar que as cotas podem ser o início da construção de um novo lugar: um Brasil mais DIFERENTE e menos  DESIGUAL. Pode ser o sistemas de cotas, o primeiro a criar condições iguais para todos, com as mesmas oportunidades.

ACABOU AÍ?

NÃO

Entrar na faculdade é um passo.

São necessárias condições de permanência, como por exemplo:

não desistir da faculdade devido a ter que parar para trabalhar !!!

O exemplo acima, todos sabemos, não se adequa aos brancos (burgueses), fato !!

A base escolar continua péssima no Brasil. Essa, também, é um dos fatores que impedem que negros e índios tenham acesso ao ensino superior.

Muitas pessoas ( que são contrários ao sistema, e eu respeito) sempre jogam esse discurso da escola de base como sendo o elemento fundamental desse desnível. E isso não é verdade, jamais foi !!

“ Eu também fui de escola pública (tive o privilégio de entrar numa faculdade), mas só me lembro de ter tido, mesmo na escola pública, um colega de classe literalmente NEGRO !!! “

No Brasil, negros e índios não servem para a escola.... Esse era o nosso passado, e ainda é esse o nosso presente. E é nesse contexto, que NÓS herdamos a idéia de que negros e índios são INCAPAZES INTELECTUALMENTE, por entrarem nas faculdades por sistemas de cotas.

Devido a essa nossa herança burguesa, incentivamos o preconceito dentro das próprias universidades, onde existem os grupos dos que passaram no vestibular e aqueles que foram contemplados por uma vaga devido à raça.

Em detrimento disso, mais do que nunca, dependemos de uma educação formal. Educação que indiscutivelmente, começa na  influência do meio familiar.

Enfim, esqueçamos agora do passado. Falamos do presente, do aqui e agora. Não havendo mudança na educação como um todo, teremos a obrigação social de “dar” oportunidades as  pessoas das classes menos favorecidas. Sendo que essas preferem:

CONDIÇÕES IGUAIS DE LUTA !



Prof. Flávio Guedes

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Potencialidades da Energia Solar



Os constantes problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis, aliados ao esgotamento dessas fontes, têm despertado o interesse pela utilização de fontes alternativas de energia.

A energia solar é uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e limpa (não emite poluente).

Sua obtenção ocorre de forma direta ou indireta.

Direta

A forma direta de obtenção se dá através de células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. A luz solar, ao atingir as células, é diretamente convertida em eletricidade. No entanto, essas células fotovoltaicas apresentam preços elevados. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (energia que o Sol carrega) incidem sobre os átomos, proporcionando a emissão de elétrons, que gera corrente elétrica.

Indireta

Para obter energia elétrica a partir do sol de forma indireta, é necessária a construção de usinas em áreas de grande insolação, pois a energia solar atinge a Terra de forma tão difusa que requer captação em grandes áreas. Nesses locais são espalhadas centenas de coletores solares.

Normalmente, a energia solar é utilizada em locais mais isolados, secos e ensolarados. Em Israel, aproximadamente 70% das residências possuem coletores solares, outros países com destaque na utilização da energia solar são os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Indonésia. No Brasil, a utilização de energia solar está aumentando de forma significativa, principalmente o coletor solar destinado para aquecimento de água.

Apesar de todos os aspectos positivos da energia solar (abundante, renovável, limpa, etc.), ela é pouco utilizada, pois os custos financeiros para a obtenção de energia são muito elevados, não sendo viável economicamente. Necessita de pesquisas e maior desenvolvimento tecnológico para aumentar sua eficiência e baratear seus custos de instalação.

Prof. Flávio Guedes

Olimpíadas e Copa do Mundo - Será que vem em redação?



Entendendo diretamente os pontos negativos e positivos que você poderá abordar, ficará mais fácil dissertar sobre esse tema. Eis que iremos começar pelos contras:

* O valor estimado, no que tange aos investimentos aplicados às Olimpíadas, será em torno de R$ 25,9 bilhões... valor este que poderia ser destinado ao suprimento de algumas necessidades básicas que o país atualmente necessita, tais como: saúde, educação, segurança, entre outras;
* Elementos que se referem à infraestrutura, como o é caso de aeroportos, transporte público, rodovias, entre outros, tendem a se manifestar como uma significativa problemática. A rede hoteleira... estará ela preparada para atender a todas as demandas?
* Ambos os eventos, os quais aumentarão o contingente turístico, não desencadearão o aumento da criminalidade? A segurança estará preparada, de modo a contornar possíveis contratempos? Enfim, ficam esses e mais alguns pontos, aqui não elencados, com fins de reflexão.

Quanto aos aspectos positivos:

* Geração de empregos;
* Ampliação da Receita;
* Aprimoramento cultural, dada a necessidade de se investir em cursos que capacitem a aquisição de outras línguas, além da materna.
* Mediante o crescimento originário desses investimentos de toda ordem, a divulgação do Brasil no exterior será fator inevitável.

Lembre-se sempre:

 “os temas importam pouco; é a maneira por que são tratados que merece consideração”.   

Prof. Flávio Guedes
(guedestrezeano@hotmail.com)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Câncer: Luta e cidadania



Nas três últimas décadas, avanços na medicina mudaram o modo como as pessoas veem o câncer, antes envolto em mitos e estigmas sociais. Contribuiu para isso a exposição de casos da doença em pessoas famosas, como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, o presidente venezuelano Hugo Chávez, o ator Reynaldo Gianecchini  entre outros famosos.
Os tumores não diferenciam homens ou mulheres, jovens ou velhos, negros ou brancos, ricos ou pobres, famosos ou pessoas comuns. Qualquer um pode ser vítima da moléstia. Hoje, apesar de a cura universal ser um desafio para os cientistas, há novas formas de tratamento que diminuem o sofrimento dos pacientes.
A doença é conhecida desde a Antiguidade, mas os números de casos começaram a aumentar e chamar a atenção dos governos nos anos 1970, por conta do aumento de cânceres provocados pelo envelhecimento da população e a maior exposição a fatores externos de risco.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer é uma das principais causas de mortes no mundo, sobretudo em países em desenvolvimento. No Brasil, as mortes só são superadas por doenças do coração e por causas violentas (acidentes de trânsito e homicídios). Estima-se que 30% das mortes por câncer poderiam ser evitadas com a mudança de costumes, como parar de fumar e manter uma alimentação mais saudável.
Ainda que não haja como erradicá-la, dadas a diversidade e complexidade do mal, o homem deve  enxergar a doença por trás do mito, fazendo uso da proposição da escritora americana  Susan Sontag, que diz:
“não deve-se de ver o câncer como uma maldição, um castigo, uma vergonha, basta  vê-lo apenas como uma doença, uma doença muito grave, mas apenas uma doença”.

Prof. Flávio Guedes

Crise européia: onde dói?


Há dez anos, em 1o de janeiro de 2002, entrou oficialmente em circulação o euro, a moeda única corrente em países que compõem a União Europeia (UE). O lastro monetário simbolizava a integração do continente que, no século 20, enfrentou duas guerras mundiais e uma divisão ideológica que quase provocou uma terceira.
A Eurozona é composta por 17 dos 27 Estados-membros da UE: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. A moeda é usada diariamente por 332 milhões de europeus. O euro também é a segunda maior reserva monetária internacional e a segunda maior comercial, atrás somente do dólar americano.
A moeda que passou a ser usada pelos europeus, há uma década já era corrente entre os mercados financeiros desde 1999. Nesse ano, os governos aboliram moedas locais nas transações comerciais entre países. O objetivo era unir mais as nações e gerar mais desenvolvimento econômico.

ORIGENS DA CRISE

A Europa enfrenta desde 2009 uma crise de débito que ameaça a estabilidade do bloco, obrigando os governos a fazerem reformas impopulares que já derrubaram nove líderes político nos últimos três anos. Em países como Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda, a dívida pública e o déficit no orçamento ultrapassam em muito os limites estabelecidos para a Eurozona.
Atingida no bolso, a população reagiu com protestos em toda a Europa, alguns mais organizados, como o movimento dos “Indignados” na Espanha. Na esteira da crise, nove presidentes e primeiros-ministros foram destituídos do cargo, entre eles o premiê grego George Papandreou e o italiano Silvio Berlusconi.
No plano político, a Europa parece também ter regredido. A insatisfação com a economia fez também ressurgir partidos de direita e grupos de extrema direita, aprofundando divisões ideológicas. Ainda que compartilhem moeda, bandeira e instituições em comum, cisões entre governos mostram que falta unidade política aos europeus, pondo em risco o plano de integração.

A despeito de todos os problemas, o risco do fim do euro é mínimo, pois os prejuízos seriam compartilhados por todos. Se a moeda fosse abolida, poderia haver uma valorização muito grande de moedas nacionais fortes como o marco alemão. Isso prejudicaria as exportações da Alemanha, gerando desemprego em massa no país. Mesmo a saída de algum membro, como a Grécia, é algo que se tenta evitar a todo o custo, pois afetaria a estabilidade do bloco.

Prof. Flávio Guedes

sábado, 8 de outubro de 2011

Os Belts americanos


A agricultura dos Estados Unidos, uma das mais modernas e produtivas do mundo tanto em área quanto em volume de produção, organiza-se em grandes faixas, zonas ou cinturões agrícolas denominados belts, formados conforme as particularidades históricas de povoamento, as condições climáticas e os tipos de solos.
Os belts são especializados no cultivo de determinados produtos, como trigo, milho, algodão, frutas, culturas tropicais. Merecem ainda destaque as produções de soja, tabaco, laranja e gado bovino. 
É importante ressaltar que esses cinturões não constituem áreas monocultoras, pois, além do cultivo principal, existem também cultivos secundários. 
De modo geral, podemos apontar três grandes zoneamentos agrícolas: os Green belts do Nordeste, o Central belt e o Oeste.
Os Green belts do Nordeste
A região abriga uma grande população, calculada em mais de 100 milhões de pessoas. Para atender a toda essa população, a agricultura é responsável por produzir hortifrutigranjeiros (hortas, granjas e pomares) nos Green belts ("cinturões verdes"), compostos de pequenas propriedades localizadas no entorno das áreas urbanas. 

Saliente-se que os Green belts não se limitam à região Nordeste, mas também são encontrados no entorno de outras grandes cidades norte-americanas, principalmente as localizadas na costa oeste, como São Francisco e Los Angeles. 
Na região Nordeste, também se destaca um espaço agrícola regional que recebe o nome de Dairy belt ("cinturão de leiterias"), onde ocorre a criação intensiva de gado leiteiro, sendo considerada a maior indústria de laticínios do mundo.
Central belt
Corresponde à Planície Central, localizada entre os Apalaches e as Montanhas Rochosas. 

Essa região é ocupada por enormes propriedades monocultoras, que se agrupam em três principais cinturões: 
1. Wheat belt, especializado no cultivo do trigo, que ocorre ao norte, plantando-se na primavera e colhendo-se antes das nevascas, e mais ao sul, onde é plantado no inverno;

2. Corn belt, especializado no cultivo do milho;
3. Cotton belt, especializado no cultivo do algodão, ocorrendo tradicionalmente no sul, por ser uma região mais quente; mas, nos últimos anos, sua produção tem-se elevado muito na Califórnia. 
Vale ressaltar que mais da metade da produção de cada um desses produtos (trigo, milho e algodão) se concentra em apenas cinco estados.
A produção desses belts é intensiva, comandada pela agroindústria. Assim, comumente são utilizados, em grandes proporções, insumos agrícolas industrializados, como rações, sementes geneticamente modificadas, fertilizantes, inseticidas, entre outros. 

Uma grande parcela da produção é direcionada para as múltiplas e diferentes indústrias que beneficiam e transformam os produtos agropecuários em mercadorias a serem utilizadas pelos consumidores. 
Esse comando do setor industrial sobre o setor agropecuário, característico da agroindústria, alcançou nessa ampla região um alto nível de desenvolvimento, o que assegura aos Estados Unidos alguns dos maiores índices de produtividade agrícola do mundo.

Nas últimas décadas, os belts têm apresentado uma diversificação de sua produção agrícola. No Cotton belt, atualmente há, ao lado da cultura do algodão, a pecuária, a avicultura e cereais diversos. No Corn belt, o milho está cada vez mais associado à beterraba e também à soja. Já no Wheat belt, região em que somente se plantava o trigo de inverno, foram introduzidas culturas de milho e sorgo.
Oeste
Nessa região há dois sistemas muito distintos:
1. Ranching belt - Nesse cinturão estão as maiores propriedades rurais do país, dedicadas principalmente à pecuária bovina de corte e ovina (ovelhas, carneiros, cordeiros). Localizam-se nos planaltos de Colúmbia e Colorado, áreas de clima predominantemente árido e semi-árido (com invernos frios e verões amenos). 

2. Dry-farming - São fazendas típicas do sul da Califórnia, área bastante árida, onde se desenvolve uma fruticultura de excepcional qualidade, devido a uma técnica de arar criada no século 19 e empregada até hoje: grandes e poderosos tratores, que revolvem a terra profundamente, trazem para a superfície os solos mais úmidos e férteis. 

Esse sistema possibilita a produção de laranjas, uvas vinícolas (especialmente no Vale da Califórnia) e morangos. São produzidos ainda legumes e verduras; e cria-se gado leiteiro.


Prof. Flávio Guedes

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Enquanto isso.. nos paraísos fiscais...


Os chamados paraísos fiscais são países e territórios nos quais é mínima ou inexistente a intervenção do Estado no que se refere à cobrança de impostos. Além disso, há amplas garantias ao sigilo bancário, o que cria facilidade de se aplicarem capitais cuja origem é desconhecida e nem sempre legal.

Pode-se atribuir a classificação de "paraísos fiscais" a países e territórios que apresentem algumas das características que seguem:
1) baixa carga tributária ou inexistência de tributação;
2) estabilidade política, ou seja, segurança jurídica (no sentido de afastar a possibilidade de ocorrer confiscos de investimentos estrangeiros);
3) igualdade no tratamento aos estrangeiros (nos paraísos fiscais inexistem restrições aos investimentos estrangeiros em quaisquer atividades, mesmo nas áreas em que a legislação da maioria dos países normalmente cria restrições à atuação destes);
4) ausência de controles cambiais, ou seja, a permissão para a livre conversibilidade de moedas;
5) confidencialidade e sigilo bancário. 
Os principais paraísos fiscais são: Áustria, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo, Hong Kong, Uruguai e Ilha da Madeira. Observe-se que muitos deles estão localizados em pequenas ilhas espalhadas pelo mundo. 
Contudo, nem todos os paraísos fiscais são utilizados para finalidades ilícitas. Há países que, por não possuírem outras fontes de recursos, buscam seu progresso e expansão econômica aplicando o chamado planejamento tributário, financeiro e comercial. 
No caso do planejamento tributário, por exemplo, é criado um conjunto de sistemas legais que visam a diminuir o pagamento de tributos. Qualquer contribuinte tem o direito de estruturar seus negócios da maneira que lhe parecer mais oportuna, procurando a diminuição dos custos, inclusive dos impostos. Quando isso é feito de forma lícita, ou seja, de acordo com a lei, as autoridades devem respeitar esse investidor, não podendo obrigá-lo a pagar altos impostos. 
Usos legais
Existe uma série de usos legítimos dos paraísos fiscais (observe-se que isso depende da legislação de cada país). Entre alguns, podemos citar: 

  Proteção de patrimônios;
  Trading (quando alguma empresa deseja exportar e não possui estrutura necessária para executar todo o processo, contrata uma Trading Company para transformar sua exportação em venda à vista no mercado interno) e operações comerciais;

  Investimentos offshore, isto é, uma entidade situada no exterior, sujeita a um regime legal diferente, "extraterritorial" em relação ao país de domicílio de seus associados. A expressão é aplicada mais especificamente a sociedades constituídas em "paraísos fiscais", onde gozam de privilégios tributários (impostos reduzidos ou até mesmo isenção de impostos);
  Estruturas com finalidades de planejamento tributário;
  Holding para direitos autorais, patentes e royalties. 

Uso ilegais dos paraísos fiscais

Muitas vezes, por causa de suas características, os paraísos fiscais são usados também com finalidades criminosas. Entre os casos mais comuns, podemos citar: 
  Lavagem de dinheiro (em muitos paraísos fiscais, o sigilo bancário e profissional impede que se conheça a origem do dinheiro, quase sempre obtido de maneira ilícita);
  Fraudes financeiras e comerciais variadas;
  Instituições fantasmas (bancos que utilizam nomes parecidos com os de grandes instituições internacionais, mas que nada tem a ver com essas instituições);
  Abrigo para capitais usados com finalidades criminosas, como os capitais usados por terroristas ou outros criminosos. 

Prof. Flávio Guedes


Política econômica incentivou privatizações



No governo Collor, no início da década de 1990, os produtos importados passaram a invadir o mercado brasileiro, com a redução dos impostos de importação. A oferta de produtos cresceu e os preços de algumas mercadorias caíram ou se estabilizaram. Os efeitos iniciais destas medidas indicavam que o governo estava no caminho certo, ao debelar a inflação que havia atingido patamares elevados no final da década de 1980 e início da década de 1990, mas isso durou pouco tempo.

Ao mesmo tempo, o governo passou a incentivar os investimentos externos no Brasil mediante incentivos fiscais e privatização das empresas estatais. No entanto, estes investimentos chegaram um pouco mais tarde, dado o receio dos investidores frente à instabilidade econômica do país naquele momento.

O processo acelerado de abertura econômica, mais intenso no governo Fernando Henrique Cardoso, fez com que muitas empresas não conseguissem se adaptar às novas regras de mercado, levando-as à falência ou a vender seu patrimônio. Muitas multinacionais compraram essas empresas nacionais ou associaram-se a elas. Em apenas uma década as multinacionais mais que dobraram sua participação na economia brasileira.
O governo Lula não mudou a orientação da política econômica do governo que o antecedeu. 

O processo de privatização

Nem todos países incorporaram plenamente as idéias neoliberais. A China e aÍndia, por exemplo, países que têm obtido grande sucesso econômico nas últimas décadas, adotaram uma abertura restrita e gradual. Nesses países, os investimentos produtivos das multinacionais foram realizados em associações com empresas nacionais. Mas não foi este o caminho seguido pelo Brasil.

Aqui, a concessão para exploração do sistema de transportes, o fim da proibição da participação estrangeira nos setores de comunicação e o fim do monopólio da Petrobrás para a exploração de petróleo e a privatização de setores estratégicos ligados à energia e à mineração, foram medidas adotadas pelo país em curto espaço de tempo.

O argumento favorável a essas políticas é de que as estatais eram improdutivas, davam prejuízo, estavam endividadas, eram cabides de emprego, um canal propício à corrupção e sobreviviam somente devido aos subsídios governamentais. Mas as principais empresas privatizadas, como são os casos da Companhia Vale do Rio Doce e da Companhia Siderúrgica Nacional, eram empresas lucrativas e competitivas.
Não são poucas as críticas sobre a venda do patrimônio público. Uma delas aponta ao fato de que o dinheiro arrecadado pelo Estado brasileiro, através da privatização, foi emprestado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Isto é, o governo financiou a juros baixos as empresas que ele próprio vendeu.

Os recursos captados com o processo de privatização deveriam servir para diminuir a dívida pública (toda as dívidas do setor público, incluindo governo (federal, estadual e municipal) e empresas estatais, com empréstimos e emissões de títulos de dívida negociados a prazo e juros definidos). Mas seu objetivo foi inviabilizado em pouco tempo. A política de juros altos para conter a inflação e atrair investimentos externos levou a uma elevação da dívida em valores superiores aos conseguidos com a venda das empresas estatais.

Créditos à:

Cláudio Mendonça* é professor do Colégio Stockler e autor de "Geografia Geral e do Brasil" (Ensino Médio) e "Território e Sociedade no Mundo Globalizado" (Ensino Médio).

Prof. Flávio Guedes

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Se liga no Pará !

Essa é uma rapidinha...

Um plebiscito marcado para 11 de dezembro decidirá se o Pará será desmembrado em dois novos Estados: Carajás e Tapajós. Caso a proposta seja aprovada no referendo, será a primeira vez que um Estado brasileiro surgirá da vontade popular. A divisão do Pará dependerá ainda de uma lei complementar.

De acordo com o projeto, o Pará ficaria com 17% do território e 56% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 32,5 bilhões. Tapajós, na região oeste, teria como capital Santarém, 58% do território e 11% do PIB (R$ 6,4 bilhões). Carajás, ao sul, cuja capital seria Marabá, contaria com 25% do território e 33% do PIB (R$ 19,6 bilhões).

A campanha começou em 13 de setembro. Os separatistas argumentam que o território é muito grande e dificulta a administração e o desenvolvimento econômico do interior. O Pará é o segundo maior Estado brasileiro. Já os opositores alegam que haverá piora nos indicadores sociais e apontam interesses políticos e de empresários dos setores da pecuária e mineração.

O Brasil possui 27 unidades federativas, sendo 26 Estados e o Distrito Federal. Tramitam no Congresso projetos de lei para a instituição de mais 16 Estados.

Habitação no Brasil

Diante desse quadro, o Brasil se encontra com um grande problema no que diz respeito à questão habitacional. A falta de moradias no país é extremamente elevada, a ponto de colocar o país numa situação em que, até o final de 2020, um em cada quatro brasileiros poderá estar vivendo em favelas, segundo projeções feitas pelo ONU - Hábitat.

No Brasil, a construção de moradias não acompanha o crescimento da população. E é importante salientar que, desde a promulgação da Constituição de 1988, a questão habitacional deixou de ser responsabilidade da União e passou para as mãos dos estados e municípios, resultando em vários programas habitacionais espalhados pelo país, muitas vezes paralisados pela falta de recursos.

Considerando-se o período 2007/2008, estima-se que faltem no Brasil cerca de 7,2 milhões de moradias, sendo que, no período 1997/1998, esse déficit era de 6,2 milhões. Parte considerável das pessoas que não possuem moradia digna reside em favelas. A população que mora nessas habitações improvisadas corresponde a 20% dos habitantes do Rio de Janeiro, 20% dos de Belo Horizonte, 22% em São Paulo, 31% em Fortaleza e 46% no Recife.

Em São Paulo, a maior cidade brasileira, onde vivem 11 milhões de pessoas, mais de 2 milhões estão nas favelas. Outro 1,5 milhão encontra-se em cortiços ou quintais.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,2% dos municípios brasileiros não têm acesso à água potável, 17 milhões de pessoas vivem em domicílios superlotados e 35 milhões em residências sem tratamento de esgoto.

Tipos de moradias precárias no Brasil


  • Favelas: o que caracteriza as favelas não é a precariedade das habitações ou a carência de infra-estrutura dos locais onde elas se formam. Embora geralmente apresentem tais características, as favelas se definem como áreas de ocupação gradual, ou seja, aglomerados de habitações erguidas ao longo de certo tempo em terrenos de terceiros, geralmente pertencentes ao poder público.

    A favela expõe as contradições do crescimento econômico baseado na concentração de renda, o qual exclui a maior parte da população.

    Com o esgotamento das áreas tomadas por favelas, tem-se observado o crescente número dos movimentos de ocupação. Embora se assemelhem ao favelamento quanto à posse irregular do terreno, diferem quanto à formação e consolidação, que se dá por uma ocupação imediata, constituída por um movimento coletivo.

  • Cortiços ou quintais: são habitações coletivas compostas por cômodos alugados, geralmente localizados em velhas mansões, situadas em locais próximos do centro da cidade, mas já desvalorizados. Entre o final do século 20 e o início do 21 outros tipos de imóveis passaram a ser usados como casa de cômodos, e os cortiços chegaram à periferia. Em São Paulo, cerca de 60% das habitações desse tipo localizam-se em áreas periféricas.

  • Loteamentos periféricos: esse tipo de loteamento é uma forma de expansão da moradia popular nas grandes metrópoles brasileiras. Sua multiplicação foi impulsionada pela expulsão dos moradores dos bairros centrais para a periferia.

    São terrenos distantes dos centros comerciais e de serviços, divididos em pequenos lotes, postos à venda antes da chegada de qualquer infra-estrutura e adquiridos com crédito de longo prazo pelas camadas de baixa renda, que preferem morar em locais distantes dos grandes centros para "fugir do aluguel".

    As casas são construídas pelos próprios moradores, sem orientação técnica, podendo apresentar problemas de todos os tipos, incluindo-se o risco de desabamento. Há também um outro problema: os longos e demorados deslocamentos (casa-trabalho-casa) enfrentados pelos moradores, o que estende a duração da jornada de trabalho e sobrecarrega o orçamento doméstico com o custo do transporte.

    Essa tendência da substituição do aluguel pela casa própria, ainda que em locais distantes dos centros comerciais, define uma das faces do padrão espacial das metrópoles: expulsão dos pobres para a periferia, em contraste com a valorização e verticalização das áreas centrais.

  • *Ronaldo Decicino é professor de geografia do ensino fundamental e médio da rede privada.