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Professor Fund/Méd na Escola Álvaro Gaudêncio de Queiroz, Campina Grande - PB; e Fundamental em Santa Cruz do Capibaribe-PE.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Milagre Econômico, O (Parte 1)




A participação do Estado na economia

À medida que a industrialização avançava, a partir de 1930, crescia a polêmica sobre a participação do investimento estrangeiro na economia. Se por um lado era evidente a necessidade desses capitais para impulsionar o crescimento interno, por outro fortalecia-se um discurso nacionalista, que encarava as empresas estrangeiras como exploradoras e não como parceiras do Brasil. Com a subida de Getúlio Vargas ao poder em 1930, essa dualidade foi reforçada. Temas como a exploração do ferro e do petróleo por indústrias nacionais passaram a ser bandeiras de luta de grupos que viam como inaceitável a participação estrangeira na gerência das indústrias de base.

1. O Estado gerenciando a economia

A partir de 1930, no início do período Vargas, começou o debate sobre a intervenção do Estado na economia. Também ganhou força a ideia de que sem um planejamento global o Brasil não teria uma economia forte e estável. Para Vargas e seu grupo mais próximo, o Estado deveria ser o responsável por essa interferência. A teoria desenvolvimentista, proposta pelo governo, defendia a prioridade dos financiamentos e subsídios para a indústria, a garantia de infra-estrutura básica (energia, transportes) e uma política de proteção aos produtos nacionais frente à concorrência das importações.Embora tendo de dividir espaço, com essa nova tendência as lideranças agroexportadoras não perderam totalmente seu lugar como elite econômica.
O chamado "Estado de Compromisso" tratava de manter as regras do jogo atendendo também aos interesses das lideranças agroexportadoras.

2. JK e a promessa dos "50 anos em 5"

Um dos períodos mais festejados de nossa história econômica foi o de Juscelino Kubitschek (1956 a 1961). Sustentado por um competente esquema de comunicação, JK entusiasmou o país com a promessa de modernização, traduzida em seu lema "50 anos em 5".

O Plano de Metas de JK



O projeto econômico de Juscelino foi apresentado em seu Plano de Metas, que focalizava:

Energia: ampliação do fornecimento.
Transporte: ampliação e melhoria das estradas de rodagem e estímulo às montadoras de automóveis.
Alimentação: maiores investimentos no setor de alimentos para aumentar a oferta.
Indústrias de base: maiores investimentos no setor.
Educação: melhoria e ampliação do ensino público.
A construção de Brasília: incentivo ao desenvolvimento do Brasil Central.

Sem conseguir cumprir satisfatoriamente a maior parte de suas propostas, o Governo JK permitiu anos de intenso crescimento econômico e favoreceu a consolidação da face industrial do Brasil. Hidrelétricas gigantescas, indústria automobilística e estradas que cortavam o país anunciavam um modelo de progresso que depositava na tecnologia as esperanças da resolução dos males do país.

3. Invasão do capital estrangeiro

O Governo JK investiu com convicção na atração de capitais externos para equipar as indústrias locais. Com medidas que privilegiavam esses empréstimos, como a adoção de uma taxa cambial favorável e de facilidades na remessa de lucros para o exterior, o Brasil assistiu a uma invasão veloz do capital estrangeiro em áreas estratégicas.

Efeitos da euforia desenvolvimentista

O alto preço dessa euforia começou a ser percebido durante o próprio Governo Kubitschek. A dívida externa dobrou de valor, tornando-se um tema cada vez mais polêmico nas discussões nacionais. A inflação atingiu níveis altíssimos e o déficit da balança comercial alcançou uma proporção que se tornou preocupante para os credores internacionais. Eles já não acreditavam que o país teria condições de pagar suas dívidas.
Nesse contexto, entrou em cena o Fundo Monetário Internacional (FMI), que passou a representar o vilão estrangeiro, com suas ingerências na política econômica brasileira e exigências para o saneamento das finanças.
Apesar do crescimento econômico, os empréstimos externos e os acordos com o FMI ajudaram a aumentar a inflação e o arrocho salarial.

Prof: Flávio Guedes
(guedestrezeano@hotmail.com)


Evite erros comuns em Geografia no vestibular



A Geografia atual trata de uma infinidade de assuntos, do tipo de relevo da sua região aos planetas do Sistema Solar, passando por aspectos políticos e econômicos nacionais e internacionais. Os temas que possivelmente estarão presentes podem estar distribuídos e embutidos em outras ciências, como conhecimentos gerais. Vale ressaltar que a Geografia fala da realidade e como podemos encarar os fatos ocorridos em determinado momento.

Devemos prestar atenção aos mínimos detalhes, sob pena de cometermos deslizes durante as provas que podem comprometer sua aprovação. As 'pegadinhas', quando ocorrem, não são uma forma direta para prejudicar o estudante, mas para valorizar o aluno que relaciona, compreende os fatos e, principalmente, se mantém concentrado.

Confira alguns erros frequentes que não se pode cometer:

- Tempo x clima: é comum também trocar as definições de tempo e clima. "Tempo é o estado momentâneo do ar, num determinado lugar da Terra. Caracteriza o tempo atmosférico desse lugar".
 Enquanto clima pode ser:

1. Conjunto de estados do tempo meteorológico que caracteriza uma determinada região durante um grande período de tempo, incluindo o comportamento habitual e as flutuações, resultante das complexas relações entre a atmosfera, geosfera, hidrosfera, criosfera e biosfera.
2. Conjunto de fenômenos meteorológicos (chuvas, temperatura, pressão atmosférica, umidade e ventos) que caracterizam o estado médio da atmosfera num determinado ponto da superfície terrestre.
3. Sucessão habitual dos tipos de tempo, cujos elementos são a temperatura, a pressão e a umidade atmosférica (diferenciando os climas planetariamente). Ressaltando ainda que os fatores do clima altitude, latitude, proximidade do mar, correntes marítimas (diferenças regionais dos climas).

- Fenômenos naturais: quando se trata de fenômenos da natureza, há quem confunda os problemas com a interferência humana no planeta (ação antrópica), como os envolvendo mudanças climáticas e o tão falado aquecimento global, e os fenômenos que independem da ação humana, como terremotos e vulcões.

- Fusos horários: não precisa viajar para ser afetado pelos fusos horários. As mudanças nos relógio de acordo com a posição no planeta fazem parte das questões mais problemáticas para muitos vestibulandos.A dificuldade aumenta principalmente quando a questão traz informações em mapas. "Fique atento a todas as informações, como cores, legenda e escala do mapa".

Fica a dica !!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O que pensar sobre isso?

Ronaldinho Gaúcho, Vanderlei Luxemburgo e Marcos Vilaça (presidente da ABL)

Vamos começar a entender tudo isso enfocando três fatores:

Primeiro: pelo própria desvirtuação do conceito de celebridade.

Antigamente, a celebridade era um status conferido para alguém que fazia algo, alguém que atingia um elevado grau de eficiência em sua área de trabalho. Hoje a celebridade é um status destituído de significado de premiação de conquistas, um status que é simplesmente dado para alguém que simplesmente é alguma coisa, mesmo que esse "alguma coisa" no frigir dos ovos não seja nada de importante.
( No caso particular de Ronaldinho, hoje ele é mais algo que simplesmente é do que alguém que faz efetivamente algo )

Segundo: a importância que é o futebol possui dentro da sociedade brasileira.

Mesmo quem detesta o esporte tem que admitir que o futebol permeia implacavelmente todas as camadas sociais de modo a se tornar um elemento agregador que provê uma identidade cultural para a maior parte dos brasileiros.
Nesse contexto, o futebol torna-se um salvo conduto para que pessoas habilidosas na prática desse esporte consigam ascender socialmente e adquirir um status de importância que não estaria disponível para estes indivíduos em outras circuntâncias.
( Não que isso seja exclusivo do Brasil. Em outros países, atletas bem sucedidos são igualmente colocados em posições sociais elevadas pela admiração de seus conterrâneos )

Terceiro: ausência...

Talvez a ABL sinta-se deslocada deste Brasil atual tão avesso ao hábito de ler livros e se veja desesperadamente com a necessidade de ser "pop", de ser notícia, de estar "antenada" com o mundo de hoje. É a única forma que entendo uma sandice dessas !!!!
De qualquer forma, imagino que Machado de Assis, lá no céu dos escritores, diria algo como "Ao vencedor, as batatas" e se divertiria com seu amigo Lima Barreto ao ver como toda essa situação lembra o conto "O homem que sabia javanês"....

p.s: não podemos esqueçer que Luxemburgo e Sarney também recebrem essa mesma “honraria”.

Assistam o vídeo, bem legal !!



Sem mais....

Prof. Flávio Guedes